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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Interior





Estrada vazia, montanhas, curvas. Chegamos a uma cidade e fomos guiados apenas pelo som de piano vindo de um sobrado. A porta está entreaberta. O jovem professor interrompe a aula e nos recebe com um sorriso aberto. Andamos na praça e damos de cara com uma casa que me faz pensar, na mesma hora, em Jorge Amado. Em um casarão centenário na mesma praça, que funciona como loja, ateliê e moradia, conversamos com o dono como se fôssemos velhos conhecidos. Saímos de lá carregando um tijolo recuperado de uma construção do século XIX. Nele, há uma reprodução de um quadro representando a anunciação. É como se fosse uma ruína de uma catedral gótica e em cuja superfície há um detalhe de um afresco. Deixamos a cidade com a certeza de que voltaremos.

2 comentários:

Ju disse...

Ah, qual é a cidade?

Saudades de você, Cris.

Beijo grande,

Ju.

Cris disse...

Te respondi por e-mail, Ju!

Beijos e saudades,
Cris