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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Andanças



. Visita (mal-sucedida) ao circuito de sebos da Teodoro Sampaio e da Pedroso de Morais. Primeiro: o livro que eu pensei estar na loja da Teodoro estava na loja da Pedroso, sendo que eu já tinha cruzado a avenida subindo a Teodoro. Tive que fazer todo o trajeto de volta e mais um tanto. Segundo: na Pedroso, além de descobrir que a edição/tradução não era a que eu queria, fui obrigada a ouvir algo do tipo "mas é tudo a mesma coisa."

. Como quase nunca vou para aqueles lados da cidade, arrisquei caminhar pelo bairro. Vi alguns predinhos antigos habitados e preservados e gostei. Meu destino era o outro lado da avenida Rebouças. Tentei ignorar o calor como pude e, assim que entrei na loja da Granado, fui direto até os frascos de água de colônia. A loja é bem menor do que eu imaginava, mas achei o que queria: uma lata com sabonetes lindamente embalados que vou dar de presente a uma amiga de 87 anos.

. Apesar de me sentir um camelo no deserto, respirei fundo e andei até o laboratório para buscar todos os exames que a minha médica pede uma vez por ano. Num café da rua Augusta, pensaram que eu fosse estrangeira e me roubaram no troco da água mineral (como se o preço dela já não fosse um assalto e eu não me sentisse, de fato, uma estrangeira naquela parte da cidade). De tanto calor, confesso que, se o laboratório não ficasse a uma quadra do finzinho da avenida Brasil, eu teria seguido adiante e me atirado no primeiro lago do Ibirapuera.

. Eu teria ido embora para casa se não fosse uma coisa: o livro. Quando dei por mim, estava em uma loja da Liberdade, com a edição da Zahar que eu tanto queria na sacola, um pacote de soba (tipo de macarrão japonês) em uma mão e, na outra, um saquinho de gergelim branco.

. Por falar em macarrão japonês, o almoço de hoje não podia ser mais apropriado: somen (tipo de macarrão, mais fininho) gelado, com caldo feito em casa e acompanhado de pepino, ovo, rakkyo (cebola chinesa em conserva), shoga (gengibre) em conserva, cebolinha, nori e gergelim branco.

. Na saída do metrô para casa, fui guiada pelos ouvidos e tive uma visão linda: cinco adolescentes músicos (três violinistas e dois violoncelistas) tocando música barroca sob a marquise da estação. Preciso dizer mais?

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