Páginas

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Groove

I struggled through the routine a few more times, and just as I was thinking about giving up, Ms. Vee delivered a much appreciated pep talk: “If you’re saying, ‘Oh, I messed up, I can’t do it’ — don’t. Don’t be goal-oriented. It’s a process. Have fun with it. Allow yourself to make mistakes, and forgive yourself. It’s the only way to move on.”

Depoimento da jornalista Julia Lawlor sobre uma aula de hip-hop (mais aqui

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Realismo poético

Aos 12 anos Wenders já queria ser pintor e manifestava a obsessão por viagens. Pedalou 100 quilômetros até Amsterdã para ver Rembrandt, Vermeer e Van Gogh nos museus. "Quando somos jovens temos uma capacidade maior de aprender sobre sombras, luz e enquadramento". E de todos, Caspar David Friedrich (1174-1840), com suas paisagens tragicamente românticas, era o seu favorito. "Se eu tivesse nascido há 150 anos teria sido um viajante que registraria suas impressões em aquarelas". Inspirado em Friedrich, Wenders gosta de dizer que é um "romântico sem esperança". Inspirado em Edward Hopper (1882-1967), Wenders conclama, com assombro, solidariedade à desolação.

Renata de Almeida e Leon Cakoff

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Os dias

Ver, ouvir, sentir. Desde março, faço coisas que nunca imaginei fazer e, mais ainda, que continuaria fazendo. Quando era mais nova, eu dirigia toda a minha atenção e todos os meus esforços para o começo e  para o fim, mas agora sinto que o que importa, para mim, é o meio.

Acabei fazendo uma pausa aqui. Nada planejado, mas aconteceu. Outras coisas me absorveram ou eu as tenho absorvido, observado. E tenho feito isso em silêncio. Estou preferindo me guardar, deixar que meus pensamentos, sentimentos e o que mais vier assumam o controle, me envolvam, façam nascer, crescer algo dentro de mim. Estou me deixando levar, simplesmente.

Nos últimos cento e vinte e tantos dias:

Vi a São Paulo Companhia de Dança no Sesc Vila Mariana, Giselle no Teatro Municipal, Kaminari e Neongyoku (duas peças de kyogen, teatro clássico cômico japonês), as exposições Modigliani: imagens de uma vida e Caravaggio e seus seguidores no Masp.

Assisti ao concerto de encerramento do Festival de Música Antiga da Escola de Música Estadual (Emesp) em um domingo ensolarado na Pinacoteca, aos filmes Fausto, Para Roma, com amor, Na EstradaAqui é o meu lugar, Hanami: cerejeiras em flor, Kafka.

Fui parar em uma roda de dabke em uma festa e me diverti muito, aprendi algumas técnicas de dança folclórica árabe com uma professora ótima, fiz aulas de pilates de solo, dancei meu primeiro adágio, comprei, enfim, meu "uniforme" de balé, descobri que a melhor escola de balé do mundo é a que me faz descobrir que a postura e a consciência corporal vêm antes da técnica, força e leveza e, principalmente, onde me sinto à vontade.

Passei um fim de semana não planejado em um dos meus lugares preferidos no mundo, na Serra da Mantiqueira, onde almoçamos em uma fazenda, passeamos por pomares e andamos a cavalo por estradinhas de terra.

Aprendi a fazer feijão tropeiro e tive a certeza, mais uma vez, de que a melhor comida do mundo é da roça.