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sábado, 17 de março de 2012

Duas semanas

Uma das coisas mais legais que tenho aprendido com o balé é que, para se aprender qualquer coisa, é preciso ingenuidade e ousadia. Porque só um ingênuo consegue acreditar que irá conseguir o que quer, mesmo ainda sem saber nem como nem quando isso irá acontecer. Mas a ingenuidade precisa da ousadia, daquele impulso que parece não ter explicação e que nos empurra para o desconhecido, nos conduz por mares nunca dantes navegados. Deve ser por isso que as crianças aprendem tão bem e tão rápido.

Esta semana, tenho andado de metrô na companhia dos personagens de A dama do cachorrinho e outros contos, de Tchekhov (apresentado, traduzido e posfaciado por Boris Schnaiderman). São textos curtos que dispensam qualquer comentário, mas um, em especial, me comoveu a tal ponto que lágrimas discretas brotaram no canto dos olhos ao término da leitura. Chama-se Um dia no campo (Cenazinha). Sem dúvida, é uma das coisas mais lindas que já li em toda a minha vida e que carregarei comigo para sempre, no coração.

3 comentários:

Carolina Arêas disse...

Cris, acho que você vai gostar de conhecer o projeto que eu e Antônio estamos fazendo aqui na Califórnia: http://www.wordrocks.net/

Beijos.

Ju disse...

Oi, Cris!

Acho bonito o seu processo de aprendizagem, com ingenuidade e ousadia. Aprender algo que nos tira da zona de conforto é magico, e como você lindamente disse e eu vou guardar comigo, "além do amor e do trabalho, é necessario entrega".

Que vontade de ler Tchekhov!

Beijos,

Ju.

Cris disse...

Carol e Ju,

Obrigadíssima pela visita!

Carol,

Pode deixar que dou uma passadinha lá.

Beijos,
Cris

Ju,

Você disse bem, a magia do novo, daquilo que nos desafia a sair do lugar e de nós mesmos é a liberdade. Só quem é capaz de ousar é livre.
Leia Tchekhov, ele é mágico!

Beijos,
Cris