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quinta-feira, 22 de março de 2012

A dimensão (humana) do balé

Que o balé é lindo e emociona todo mundo já sabe. Assim como sabe que tudo que é lindo é fruto de muito trabalho. Muitas vezes, a ênfase é dada ao resultado - seja aos belos figurinos e cenários, ao palco, à beleza física e à performance dos bailarinos, às noites de estréia, aos concursos. Ou seja, à dimensão do balé como espetáculo. Mas há o dia a dia que os bailarinos enfrentam, as dúvidas, os medos, as tristezas, as angústias, o cansaço - a dimensão humana do balé. Porque nem só de sapatilhas, tutus e sorrisos são feitos os sonhos de quem quer seguir adiante e estar, ainda que sobre pontas, com os pés firmes no chão.


Fotos: Patricia Stavis

Para quem se interessar, duas reportagens (com muitas fotos) feitas na Escola do Teatro Boshoi em Joinville (SC) que dão uma idéia da dimensão humana do balé: Balé: bastidores da profissão (foto 1) e Dançar para crescer (foto 2).

O meu "treino diário" é fazer exercícios para fortalecer a musculatura (sobretudo dos pés e pernas) e alongamento. Como barra, uso o encosto de uma cadeira ou uma prateleira da minha estante de livros (que, por ser grande e pesada, não oferece riscos de acidentes). Para relaxar, massageio a planta dos pés subindo em bolinhas de tênis. Tudo em casa e sozinha. Quando surgem dúvidas, tiro-as com o professor nos dias de aula.

Continuo usando legging, blusa por cima do top e meia nas aulas. Embora tenha comprado um par de sapatilhas de meia-ponta, só as uso em casa para ir me acostumando aos poucos. Isso não me incomoda, já que o professor aconselha aos iniciantes usarem meias nas aulas e eu não estou com a menor pressa. Neste caso, o figurino pouco importa. Basta a vontade de aprender.

2 comentários:

Ju disse...

Oi, Cris!

Você ja assistiu ao Pina, do nosso amado Mr. Wenders? Eh uma amostra maravilhosa do trabalho da coreografa Pina Bausch que, através de movimentos, buscou expressar o que ha de mais humano - a dor, a angustia, a espera, mas também a alegria e a vontade de voar. Da vontade de sair dançando por ai.

Beijos,

Ju.

Cris disse...

Oi, Ju!

Assisti no sábado! Fiquei impressionada com a consciência do próprio corpo que a gente ganha depois de assistir ao documentário. Depois de Pina, dançar, para mim, é algo totalmente diferente do que eu pensava.

"Dance, dance, otherwise we are lost."

Beijos,
Cris