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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Minimalismo?

Menos é mais. Nunca uma frase foi tão atual. Em todos os sentidos.

A minha sala não tem sofá, não tem estante, não tem mesinha. Só tatame, algumas almofadas feitas em casa e com tecido e enchimento reaproveitados, uma TV. Estou me dando por mais do que satisfeita assim.

Há uns três anos, doei dois terços da minha "biblioteca" e continuo achando que tenho muita coisa. Aquela história do monge que disse que um homem só é feliz se puder carregar o que tem é a mais pura verdade. Não ter é mais do que uma atitude, uma postura, uma escolha. É uma liber(t)ação.

Para quem cresceu lendo UM jornal diário e se sentia muito bem informada, obrigada, a internet é só um acessório. Nada mais do que isso. Felizmente, eu não dependo dela nem ela de mim.

Também não estou nem aí para a moda. Se o amarelo, o verde, o laranja ou o que quer que seja é in ou out, não é problema meu. Faz um tempo que risquei a palavra "tendência" não só do meu dicionário, mas da minha vida. E me sinto muito bem assim, é isso que importa. Mesmo que eu me sinta, às vezes, uma alienígena.

Gosto de coisas velhas, mas não sou escrava do retrô. Encontrei outras formas de matar a minha sede de passado. Não estou preocupada em mostrar ou provar aos outros que tenho ou não tenho bom gosto. Não é entupindo a minha casa e a minha vida de coisas que vou expressar minha individualidade.

Não tenho carro. Não por ser ecochata. Não tenho carro porque não preciso dele. Prefiro andar de metrô, bicicleta, trem, ônibus, bonde, carro de boi. Além de ser mais barato, não preciso me preocupar com esse hospício que é o trânsito.

Parece que alguém decidiu dar as costas para o mundo. Ok, para o mundo é meio exagero, concordo. Talvez para este nosso século (que eu não sei se é o XXI ou o XXXI).

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